Lembranças aleatórias
As lembranças serão relatadas ocasionalmnte.
ღ Meus queridos irmãos: Tato, Silvio, Gilberto, Hermes e João.ღ
ღ Minhas queridas irmãs: Beth, Suzete, Ana Regina e Suely. ღ
No momento apropriado, com grande contentamento, relatarei sobre cada um deles.
Tato
Em janeiro de 1968, meu irmão mais velho, chamado carinhosamente de Tato, foi para o exército. Eu via nele o meu porto seguro pois, sentia que com ele os riscos seriam menores. Enquanto o caos familiar se instalava ali em casa, Tato me dava segurança física e emocional até porque, nesse período eu era uma criança com apenas oito anos de idade. Eu era assustada e inquieta pelo fato de meus pais viverem em desarmonia conjugal. A má relação dos meus pais me abalava imensamente. Então, Tato equilibrava a situação e acalmava os ânimos. Mas, quando ele partiu fiquei muito infeliz. Foi desafiador para mim e fui acometida de grande aflição e tristeza. Me senti desprotegida, vulnerável e à deriva. Até então, nunca havia me sentido tão só. O tempo passou e muitas coisas sucederam e neste instante, eis-me aqui, nostalgicamente relembrando os acontecimentos que excessivamente me marcaram.
Atualmente, Tato não está mais no exército; sua carreira durou alguns anos. Ele já é idoso e moramos reletivamente próximos.
Fim
Gil
Gilberto (costumo chamá-lo de Gil) e eu, somos aliados atualmente, mas já tivemos nossas diferenças. De vez em quando, brigávamos, depois de alguns dias fazíamos as pazes. Às vezes, eu era culpada pela discórdia, mas ambos eram 'rixosos', não posso negar. Felizmente tudo mudou, Gil se tornou mais maduro e amigável e eu aprendi que ser calma e paciente seria benéfico. Me lembro de uma época em que ele passou a me proteger, isso aconteceu no período do meu relacionamento/noivado com Gilson. Meu pai e os demais irmãos (exceto o Tato), eram intransigentes, não permitindo que Gilson e eu tivéssemos a liberdade para um diálogo normal e essencial, então, Gil entrava em cena; criava uma maneira para que Gilson e eu pudéssemos ficar a sós e atualizar a conversa.
Gil, em certo momento enfrentou situações desafiadoras. Eu me lembro que tais situações me cortavam o coração, em tais casos eu o protegia, pois o amo muito.
Atualmente, ele e eu moramos em cidades diferentes mas não tão longínquas. Sinto a sua falta.
Uau! Mais uma longa história acabo de contar.
Fim
Querido memorial, até a próxima.
Erly
